De Nubank a Novonor: Veja Quem Mais Ocupou e Esvaziou Escritórios em São Paulo

CyrelaCyrela Corporate, edifício que teve mais de 34 mil metros quadrados locados pelo Nubank, transação contabilizada no balanço do 3T26 da JLL
Entre julho e setembro, algumas transações do mercado de escritórios de São Paulo ultrapassaram os 10 mil metros quadrados de área locada, configurando mais um trimestre marcado por grandes locações de grandes empresas.
Conforme levantamento da JLL, o principal destaque foi a absorção de aproximadamente 35 mil metros quadrados em um empreendimento da Cyrela, cujo locador foi o Nubank.
Em simultâneo, foi anunciada a transação do Itaú no Esther Towers, com a ocupação de mais de 90 mil metros quadrados de área de escritórios — a maior locação de lajes corporativas da história do país.
Neste caso, como uma torre do empreendimento será entregue no último trimestre deste ano e a outra somente em 2027, a locação ficou de fora do balanço das maiores locações de escritórios de São Paulo da JLL.
“O novo estoque de alto padrão disponível no mercado fica bastante limitado. Diante desse cenário, uma das alternativas que começa a ganhar espaço é o modelo BTS (built to suit), que volta a ganhar relevância”, comenta Yara Matsuyama, Diretora de Locações da JLL.
“Em momentos de maior disponibilidade de estoque, não faz muito sentido encomendar a construção de um empreendimento, a menos que exista uma necessidade muito específica que exija um projeto sob medida”, conclui.
O levantamento da JLL ainda mostra que o mercado de escritórios na cidade de São Paulo teve uma elevação da vacância no terceiro trimestre de 2026, em um movimento que foi fruto de um aumento de estoque substancial.
Entre julho e setembro foram adicionados 195 mil metros quadrados de lajes corporativas.
No entanto, boa parte das regiões teve absorção líquida acima de 3 mil metros quadrados.
O levantamento indica que a vacância de escritórios em São Paulo como um todo subiu de 13,1% para 14,1%, no comparativo do terceiro trimestre de 2026 com os três meses imediatamente anteriores.
As regiões que concentram a maior parte dos edifícios Triple A, por sua vez, estão com vacância na casa de um dígito percentual, como é o caso da Faria Lima e da região da Avenida Juscelino Kubitschek.