Fundo GovTech abre chamada para startups; cheques vão até R$ 5M – Startups

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O Fundo GovTech, gerido pela KPTL e Cedro Capital, está selecionando startups para receber aportes de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões. Lançado em 2021, o veículo tem como tese investir em empresas que desenvolvem tecnologias para a transformação digital dos serviços públicos e soluções para desafios que afetam a administração pública e a qualidade de vida da população.

Entre as áreas de interesse estão saúde, educação, segurança pública, habitação, mobilidade urbana, infraestrutura, resiliência climática, cidades inteligentes, cidadania, ambiente regulatório e gestão pública. A busca é por negócios com receita acima de R$ 70 mil mensais e teto de R$ 20 milhões anuais.

“A partir dessa tese mais geral, procuramos manter um olhar aberto para avaliar um amplo leque de oportunidades. Porque esse é um segmento em que sempre aparecem novas soluções que não necessariamente se encaixam em conceituações mais óbvias, embora tenhamos doze verticais”, diz Adriano Pitoli, head do Fundo GovTech ligado a KPTL, por meio de nota.

Atualmente, o veículo tem oito startups investidas e uma saída em andamento. A seleção também busca fortalecer ecossistemas de inovação do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo estão entre as praças prioritárias para novos aportes. No caso paulista, o foco está em startups ligadas ao ecossistema do programa PIPE-FAPESP.

Os quatro estados investem no fundo por meio de suas respectivas agências de fomento: AgeRio, o Badesul, a GoiásFomento e a Fapesp. Como contrapartida, o GovTech se compromete a destinar parte dos recursos a startups locais.

No Rio de Janeiro, uma das investidas é a Jovens Gênios, edtech que desenvolve uma plataforma de aprendizagem adaptativa com inteligência artificial e gamificação para combater a defasagem de aprendizado. A empresa acaba de captar R$ 11,8 milhões em uma rodada liderada pelo Fundo GovTech e pretende ampliar sua base de 1,3 milhão para 10 milhões de estudantes atendidos até 2029.

No Rio Grande do Sul, o fundo investiu R$ 4 milhões na Augen Engenharia, que desenvolve tecnologias para tratamento e controle da qualidade da água. A empresa foi vendida à Biosolvit, em uma operação que representa o primeiro desinvestimento do GovTech.

O valor final da transação ainda depende do cumprimento de metas até 2027 e pode variar de R$ 36 milhões a R$ 48 milhões, segundo as informações divulgadas pelo fundo.

Também fazem parte do portfólio as empresas Prosas (gestão de editais), Kinebot (IA para análises ergonômicas, psicossociais e cronoanálise), i4sea (antecipação de riscos climáticos), Colab (inovação para governos e engajamento cidadão), StartGI (gestão e automação para o mercado de licitações e compras governamentais) e GRTS (relações trabalhistas e sindicais).

Com R$ 107 milhões sob gestão, o fundo atraiu recentemente um investimento da Potencia Ventures, fundo global de investimento de impacto. O objetivo é bater a marca de R$ 150 milhões em captação até o final do ano.

“Acumulamos larga experiência no segmento e já temos mais de 1,4 mil startups em nosso pipeline. Mas é um mercado muito dinâmico, em que surgem novas soluções a todo momento. Ainda mais agora, com a IA generativa”, diz Adriano. “O chamado é uma forma de ampliar o alcance do nosso radar e garantir a identificação das melhores oportunidades, principalmente nas áreas prioritárias para o Fundo e os nossos investidores”.

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